Morre ex-ministra e ex-reitora da Uerj Nilcéa Freire, aos 67 anos

A ex-ministra Nilcéa Freire morreu na noite do último sábado aos 67 anos, no Rio de Janeiro. Carioca, pesquisadora e médica, Nilcéa esteve à frente da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela também foi a primeira mulher a ocupar o cargo de reitora na Universidade do Estado do Rio (Uerj), onde implementou o sistema de cotas.

A morte da ex-ministra foi confirmada pelo PT do Rio de Janeiro. Durante os anos que esteve no comando da secretaria, Nilcéa aprovou grandes avanços nas políticas públicas voltadas para mulheres. Foi na sua gestão que houva a implementação da Lei Maria da Penha, em 2006.

Nilcéa tinha um câncer no sistema nervoso. O velório será na próxima segunda-feira, na Capela Ecumênica da Uerj, às 10h. A ex-ministra deixa dois filhos.

Pelas redes sociais, políticos lamentaram a morte da ex-ministras. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), com quem Nilcéa firmou parcerias ao longo de sua carreira, homenageou a pesquisadora.

“Sem palavras para a notícia da morte da querida Nilcéia Freire. Triste demais saber que partiu tão cedo. Sempre fez parte das fileiras daqueles que não se acomodam com as injustiças do mundo. Foi ministra das Mulheres, ativista, sempre atuante na causa feminista. Muita falta!”, escreveu a deputada.

A ex-presidente Dilma Rousseff também comentou sobre a morte de Nilcéa, a quem chamou de “brava lutadora”:

“Nilcéa foi uma brava lutadora. Deixa grande lacuna em todas as lutas populares e do feminismo brasileiro. Fará enorme falta, mas sua vida servirá sempre de exemplo e estímulo a que continuemos trilhando o caminho da resistência ao autoritarismo, à misoginia e à exclusão social.”

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) emitiu uma nota de pesar pela morte da ex-ministra e lembrou que atuação progressista de Nilcéa chegou a ser alvo da repressão durante a Ditadura:

“O ônus de sua luta por igualdade social também teve vez: quando mais jovem, Nilcéa chegou a ser ameaçada por órgãos de repressão no decorrer da Ditadura Militar e viveu exilada no México entre 1975 e 1977. Ao retornar às terras brasileiras, não regrediu: a pesquisadora se engajou em movimentos pela redemocratização e começou a atuar como professora do Departamento de Patologia da Uerj e, em paralelo à prática acadêmica, representou os docentes em diversos conselhos.”

Fonte: Extra.globo

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