Corregedoria investiga se policial ajudou candidatos em teste da PM do Piauí


A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí vai investigar a participação de um policial militar na denuncia de que candidatos estão usando substância química para potencializar seu vigor físico durante o Teste de Aptidão Física (TAF) no concurso da PM.

Há indícios de que o policial está estimulando que os candidatos utilizem o éter juntamente com outra substância para melhorar seu rendimento físico.

O coronel Raimundo Sousa, titular da corregedoria, disse que tomou conhecimento da denúncia após ver a matéria veiculada na mídia.

O corregedor classificou como uma atuação antiética e que provoca desigualdade entre os candidatos. Segundo ele, todas as pessoas envolvidas serão ouvidas e que o oficial encarregado de investigar a denúncia irá solicitar cópia da reportagem para ser analisada.

O coronel garantiu que no edital o candidato não pode usar nenhuma substância para alterar sua aptidão física.

“Todo candidato sabe disso, sabe também que é antiético, imoral usar substância para até mesmo não ter risco na saúde física”.

Raimundo Sousa destacou ainda que o edital do concurso não traz qualquer previsão de exame toxicológico para o candidato durante o teste.

“Tudo que for possível para elucidar o fato será utilizado e vamos adotar todas as providências necessárias. Tudo que for desviante da conduta policial militar, incompatível com o regulamento da PM será analisado. E se algumas dessas condutas forem comprovadas nós vamos com certeza abrir outros procedimentos que possam comprovar a participação desse oficial”.

 

Fonte: Cidadeverde.com