Painel com imagens de vítimas de feminicídio orienta para denúncias


A primeira mostra Inthegra Mulher Teresina faz alusão ao aniversário de Teresina, em 16 de agosto, que neste ano homenageia as mulheres e incentiva o combate ao feminicídio. Segundo Marcilene Gomes Batista, responsável pela Secretaria de Políticas para as mulheres, a finalidade da ação na Praça da Bandeira é principalmente encorajar as mulheres a denunciar violência contra elas e pessoas conhecidas.

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Segundo a organização, as artes no painel retratam casos reais de feminicídio, quando mulheres foram mortas em momentos de desconfiança, irritação ou simplesmente desvalorização de sua feminilidade, ou seja, morreram por serem mulheres, o que caracteriza o feminicídio.

Em um dos quadros, a artista Renata Reis buscou espelhar a obscuridade descrita pelo agressor de uma das vítimas e destacou a necessidade da mulher se valorizar e se impôr em todas as situações.

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“Quando a mulher se junta às outras, ela é mais forte e mais representada. Ela não pode ser aquela figura frágil, precisa ser aquela que luta e tem poder. E quando isso acontece é muito forte. No inquérito que recebi, não foi possível ver o rosto da vítima, por isso busquei retratar o depoimento do assassino que afirmou estar cego e possuído, sem ter noção do que fez à companheira”, contou

A subcoordenadora da Delegacia Geral, delegada Eugênia Villa, esteve no estande da Secretaria de Segurança Pública palestrando para mulheres que visitaram o painel dedicado às vítimas de feminicidio no Piauí.

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Ela aproveitou a conversa de instrução para apresentar o aplicativo Salve Maria, que auxilia a denunciar casos de violência no Piauí.

“Nós estamos morrendo dentro de nossas casas, estão abusando de nossa confiança. Os assassinos dessas mulheres retratadas viam elas como coisas, propriedades e quando elas não aceitavam mais essa dominação, eles as eliminavam. Queremos dar visibilidade a essas mulheres e evitar que outras passem por isso. Nesse caso, o aplicativo Salve Maria ajuda os vizinhos a denunciar de forma anônima quando ouvem brigas e agressões”, ressaltou

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“Temos aqui hoje a Segurança Pública, Defensoria Estadual, o Centro de Referência, bem como a Associação Feminina de Futebol. Além disso, oferecemos vários trabalhos afim de sensibilizar para a desconstrução social da violência contra a mulher”, destacou Marcilene.

 

Fonte: G1.com Piauí