Hospital de Floriano se prepara para ofertar atendimento em urgência cardiológica


Os resultados alcançados pelo uso da telemedicina no tratamento de pacientes motivou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) a expandir o serviço, seja na abrangência, que em breve será implantado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, seja na ampliação na assistência médica especializada. No Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, por exemplo, a telemedicina já é uma ferramenta utilizada na assistência aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Agora, o serviço será ampliado para o atendimento de urgência em cardiologia.

Para isso, os profissionais de saúde, tanto do corpo clínico do hospital, como também da Rede de Urgência e Emergência, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do território do Tabuleiro dos Rios Piauí e Itaueira, foram capacitados, na terça-feira (1º), em Floriano, com médicos do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Esse foi o primeiro passo de um conjunto de ações para a oferta no atendimento em cardiologia no sul do estado.

Da capacitação, foi apresentado o protocolo de atendimentos aos pacientes com dor torácica e com síndrome coronariana aguda, que vão dar entrada no hospital, após a implantação do serviço.

O diretor clínico do Tibério Nunes, Justino Moreira, explica que a unidade não possui cardiologista no pronto atendimento, no entanto, “com os clínicos presentes na capacitação, vamos poder acessar a telemedicina do Hospital Albert Einstein, que tem cardiologista 24 horas, o que vai permitir a gente poder implantar o serviço”.

Mais de 60 profissionais de saúde foram capacitados, entre médicos, enfermeiros, técnicos, bioquímicos, fisioterapeutas, tanto do hospital como do Samu. “A presença do Samu é imprescindível, já que o tempo, nesse caso, é bastante importante no atendimento a esses casos de dor torácica e síndrome coronariana aguda”, afirma Moreira.

De acordo com a coordenadora Estadual do Samu, Christianne Rocha Leal, o ganho no atendimento pré-hospitalar será imenso. “Teremos a oportunidade de utilizar equipamentos conectados à internet, com a transmissão de dados do eletrocardiograma (ECG) imediatamente após a realização do exame. Com isso, adiantaremos o diagnóstico. Ao chegar no hospital, com a interação entre a telemedicina, com cardiologistas especializados, e médicos da emergência ou clínicos, teremos um auxílio rápido na avaliação e na discussão de procedimentos, definição de diagnósticos e também nas indicações terapêuticas, tudo em tempo real”, explica a coordenadora .

A meta é que, em 90 dias, o serviço seja implantado, o que vai requerer adequação de uma sala de estabilização, aquisição de equipamentos, insumos e medicamentos específicos.

 

Fonte: Ccom Piauí