Presos na 41ª fase da Operação Lava Jato fazem exame de corpo de delito no IML de Curitiba


O ex-gerente da Petrobras e o ex-banqueiro presos na sexta-feira (26), quando a 41ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada, fizeram exame de corpo de delito no Insituto Médico-Legal (IML) de Curitiba na manhã desta segunda (29), por volta das 9h30.

Nesta tarde, conforme a Polícia Federal (PF), eles devem prestar depoimento à corporação.

José Augusto Ferreira dos Santos, que é o ex-banqueiro, não foi localizado na manhã de sexta-feira, mas ele se apresentou à Superintendência da PF, na capital paranaense, durante a tarde. O mandado de prisão expedido contra ele é temporário, ou seja, tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período ou ser transformado em preventivo, que é por tempo indeterminado, caso a Justiça assim decidir.

José Augusto Ferreira dos Santos se apresentou à PF na sexta (26) e foi ao IML de Curitiba nesta segunda-feira (29) (Foto: Rodrigo Fonseca)José Augusto Ferreira dos Santos se apresentou à PF na sexta (26) e foi ao IML de Curitiba nesta segunda-feira (29) (Foto: Rodrigo Fonseca)

José Augusto Ferreira dos Santos se apresentou à PF na sexta (26) e foi ao IML de Curitiba nesta segunda-feira (29) (Foto: Rodrigo Fonseca)

Já o ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi preso em casa, no Rio de Janeiro, na manhã de sexta. No mesmo dia, ele foi levado para Curitiba em um avião de carreira, escoltado pela PF. A prisão dele é preventiva.

Os dois estão detidos na carceragem da PF. O exame de corpo de delito é um procedimento de praxe depois da prisão.

Ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi preso preventivamente pela Lava Jato (Foto: Rodrigo Fonseca)Ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi preso preventivamente pela Lava Jato (Foto: Rodrigo Fonseca)

Ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi preso preventivamente pela Lava Jato (Foto: Rodrigo Fonseca)

41ª fase da Lava Jato

Esta última etapa da Lava Jato foi batizada de “Poço Seco”.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-gerente da Petrobras, o ex-banqueiro e outras cinco pessoas – relacionadas a um total de cinco contas mantidas na Suíça e nos Estados Unidos – são suspeitos de terem recebido pagamentos ilícitos, entre 2011 e 2014, que totalizaram mais de US$ 7 milhões. Todos eles são investigados.

Os fatos podem configurar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, segundo os procuradores.

Os pagamentos de propina, feitos para efetivar a venda, foram intermediados pelo lobista João Augusto Rezende Henriques, operador do PMDB no esquema da Petrobras.

Augusto Rezende Henriques está preso desde setembro de 2015 pela Lava Jato e foi condenado a sete anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em decorrência dos mesmos fatos, em outro processo. Naquele processo, foram condenados também o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada.

 (Foto: Editoria de Arte/G1) (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

Fonte: G1