Dia do Choro é comemorado no Palácio da Música neste domingo (23)


O Palácio da Música recebe neste domingo (23) artistas piauienses e convidados renomados no gênero popular chorinho. A apresentação faz parte do projeto Concertos Matinais, mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Comemorado no dia 23 de abril, o Dia do Choro será homenageado por músicos como Josué Costa, Anderson Nóbrega, Colombo, Soraya Castelo Branco e outros. “Foi uma grata surpresa o dia de a comemoração cair em um domingo. Poder contemplar esse dia e contar um pouco da história desse gênero para a população é maravilhoso, além de mostrar um pouco do grande talento piauiense”, disse Josué Costa, músico e organizador do Concerto.

Iniciando a apresentação Josué Costa e Anderson Nóbrega sobem ao palco em um duo violão, logo em seguida Marcel Régis e Beto Boreno se juntam para formar um quarteto e apresentar um pouco do regional. Para completar a homenagem, foram convidados Tarcisio Vilarinho, Luis Queiroz, Beto Ribeiro, Quarteto de Sax, Perso, Soraya Castelo Branco, entre outros.

De acordo com Josué Costa, a ideia é encerrar o Concerto Matinal com uma grande homenagem ao centenário do Carinhoso. “Talvez seja o choro brasileiro mais conhecido, e como estamos no ano do centenário, queremos dar essa surpresa para o público com diversos músicos juntamente com grandes cantoras do cenário local para encerrar a apresentação”, afirmou.

Com entrada franca, o concerto acontece a partir das 11h. A casa fica localizada no cruzamento das ruas Santa Luzia e Treze de Maio, 1241, Centro.

 

Choro

É um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte.

 

Tem como origens estilísticas o lundu, ritmo de inspiração africana à base de percussão, com gêneros europeus. A composição instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na trinca flauta, violão e cavaquinho, mas com o desenvolvimento do gênero, outros instrumentos de corda e sopro foram incorporados.

 

A improvisação é condição básica do bom chorão, termo ao qual passou a ser conhecido ao músico integrante do choro, bem como requer uma alta virtuosidade de seus intérpretes, cuja técnica de composição não deve dispensar o uso de modulações imprevistas e armadas com o propósito de desafiar e a capacidade ou o senso polifônico dos acompanhantes. Além disso, admite uma grande variedade na composição instrumental de cada conjunto e comporta a participação de um grande número de participantes, sem prefixar seu número.

 

Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da década de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas. O flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, os pianistas Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga, e o maestro Anacleto de Medeiros compuseram quadrilhas, polcas, tangos, maxixes, xotes e marchas, estabelecendo os pilares do choro e da música popular carioca da virada do século XIX para o século XX, que com a difusão de bandas de música e do rádio foi ganhando todo o território nacional. Herdeiro de toda essa tradição musical, Pixinguinha consolidou o choro como gênero musical, levando o virtuosismo na flauta e aperfeiçoando a linguagem do contraponto com seu saxofone e organizou inúmeros grupos musicais, tornando-se o maior compositor de choro.