Justiça dá liberdade a procurador, nora e filho, 24h após operação ‘ILCapo’


O desembargador Sebastião Ribeiro Martins concedeu liminar determinando a soltura de todos os presos na Operação IL CAPO, ainda hoje (25). Segundo o advogado de Emir, Lucas Villa, o argumento para o pedido de soltura se baseou na falta de requisitos para a prisão. O advogado Lucas Villa informou que realizou o pedido de soltura do ex-procurador geral de Justiça do Piauí, Emir Martins Filho e seu filho, Tiago Saunders Martins, na tarde de ontem (24).

Villa informou que o pedido de prisão estava baseado em um requisito da prisão preventiva, a manutenção da ordem pública, o que foi considerado um “equívoco” pelo desembargador.

“O desembargador considerou que não havia motivos para a manutenção da prisão e decidiu a favor da soltura. Inicialmente o habeas corpus foi pedido apenas para o ex-procurador, seu filho e sua nora, mas de ofício a decisão abrange todos os presos na operação, pois os argumentos são os mesmos”, disse.

A decisão diz:”(…) no caso concreto, o juiz decretou prisão temporária com base num requisito da prisão preventiva, qual seja: a ordem pública (…), sem, entretanto, fundamentá-la em elementos concretos que justificassem quaisquer das prisões fomentadas. Esclarecido o equívoco (…), há que se consignar que nenhuma das hipóteses de prisão cautelar, seja ela temporária ou preventiva, tiveram seus fundamentos suficientemente expressos”.

Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com
Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

O desembargador esclarece ainda: “Não foi elencado sequer um fato que justificasse a constrição [de liberdade]. Ora, não foi mencionado qualquer tentativa de ameaça a testemunha ou de subversão dos atos investigativos ou mesmo de fuga de qualquer dos acusados”.

Ele finaliza a decisão estendendo o benefício da soltura a todos aqueles contra os quais foi expedido mandado de prisão na Operação. São eles: Tiago Saunders Martins, Emir Martins Filho, Susyanne Araújo Lima Saunders Martins, Maria da Glória Saunders Martins, Arminda Hagi Saunders Gadelha, Maria Liduina Uchoa Saunders, Maria Rachel Saunders Pacheco, Andrea Saunders Martins, Agamenon Rego Martins de Deus, Mariana Saunders Uchoa de Moura Santos, Samuel Pacheco Morais e José Ribamar de Sena Rosa.

Todos devem cumprir medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, ficam proibidos de frequentar bares e casas de shows, não podem ainda manter contato com testemunhas do caso e estão proibidos de deixar a cidade e o país.

Os promotores tomaram conhecimento da soltura pela imprensa, durante entrevista coletiva. O promotor de justiça Sinobilino Pinheiro, que integra o Gaeco, informou que a soltura é natural e que não deve prejudicar as investigações.

 

*Com Informações do Cidade Verde