Renomado fotógrafo francês Marc Riboud morre aos 93 anos


O fotógrafo francês Marc Riboud, conhecido mundialmente por imagens como a da jovem com uma flor diante de uns fuzis em Washington ou a do pintor da Torre Eiffel, morreu aos 93 anos de idade.

Foto feita em março de 2009 mostra o fotógrafo Marc Riboud no Museu da Vida Romântica, em Paris (Foto: Joel Saget / AFP)
Foto feita em março de 2009 mostra o fotógrafo Marc Riboud no Museu da Vida Romântica, em Paris (Foto: Joel Saget / AFP)

No site de Riboud, a informação sobre seu falecimento foi publicada na terça-feira e aparece debaixo de uma imagem dele com uma câmera fotográfica e a frase de um papa da Idade Média: “Ver é o paraíso da alma”.

O diretor da revista “Polka Magazine”, Alain Genestar, explicou para a “France Info” que a fotografia do pintor da Torre Eiffel, de 1953, que o fez ser conhecido internacionalmente, ele conseguiu apesar de naquele dia ter levado somente um carretel de uma dúzia de fotos.

O outro ícone de sua obra foi feito em 1967, em Washington, nos Estados Unidos, durante uma manifestação contra a Guerra do Vietnã, ao captar uma jovem que com uma flor diante do rosto e ficou na frente dos fuzis com baionetas da polícia.

Riboud nasceu em Lyon, em 1923, e tomou suas primeiras fotografias na Exposição Universal deParis de 1937 com uma câmera Vest-Pocket, presente do seu pai quando completou 14 anos.

 

Em 1944, ele participou das lutas da resistência francesa contra a ocupação do país pela Alemanha nazista e no ano seguinte começou a estudar engenharia em Lyon, embora no início dos anos 1950 tenha largado a profissão para se dedicar à fotografia.
Foi quando entrou na agência Magnum – da qual chegou a ser presidente – pelas mãos de Henri Cartier-Bresson e de Robert Capa, que em sua primeira missão o enviou para Londres.

Nos anos seguintes, ele passou longos períodos na Ásia: foi de carro para a Índia em 1955, passando pelo Oriente Médio e Afeganistão, e chegando na China dois anos depois.
Após uma estadia de três meses na União Soviética, em 1960, cobriu nos anos seguintes as independências da Argélia e de muitos países da África negra. No fim desse ano foi um dos poucos fotógrafos ocidentais que conseguiram entrar no norte do Vietnã em pleno conflito.

Desde os anos 1980, são organizadas exposições de sua obra em cidades como Paris, Londres,Nova York, Pequim, Hong Kong, entre outras.