Julgamento do impeachment chega ao debate e votação final hoje (30)


Após 15 horas de defesa de Dilma, Senado voltará a se reunir nesta terça-feira Marcos Oliveira/Agência Senado
Após 15 horas de defesa de Dilma, Senado voltará a se reunir nesta terça-feira. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Nesta terça-feira (30), o Senado fará a discussão e votação do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A expectativa é de que o desfecho seja conhecido na madrugada desta quarta-feira (31).

Às 10h00 começará a sessão com a discussão entre a acusação e defesa. Cada lado terá uma hora e meia para fazer a exposição de argumentos, com réplica e tréplica de uma hora. Encerrada esta fase, os senadores previamente inscritos terão direito à fala por 10 minutos. Até o momento, 56 parlamentares estão na lista para fazer uso da palavra.

Depois disso, o presidente da sessão, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), fará a leitura de um relatório resumido com os fundamentos da acusação e da defesa. Poderão usar a palavra dois senadores favoráveis à condenação e dois contra. Cada um terá cinco minutos.

A partir daí terá início a votação, que será nominal e eletrônica. Os senadores responderão à seguinte pergunta: Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto a instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados, e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?

Caso dois terços do Senado (54 senadores) votem sim, Dilma perderá o cargo e Michel Temer será empossado definitivamente. Mas se o número de votos pelo impeachment for menor que 54, o processo será arquivado e Dilma voltará automaticamente ao cargo.

Seja qual for o resultado, Lewandowski irá lavra e ler a sentença, que será publicada como resolução do Senado. Os senadores, então, assinarão a sentença e será feita a comunicação oficial a Dilma e a Temer.

 

*Com informações de Leia Já