Teto de R$ 490 milhões e maior premiação da história: US Open é o Grand Slam ostentação


Arthur Ashe Stadium tem teto retrátil para proteger o jogo da chuva no US Open. (Foto: Getty Imagens)
Arthur Ashe Stadium tem teto retrátil para proteger o jogo da chuva no US Open. (Foto: Getty Imagens)

Os atrasos e os cancelamentos de jogos por causa da chuva na quadra principal do US Open ficaram para trás. Isso porque a edição de 2016, que começou nesta segunda-feira (29), será a primeira com o uso do teto retrátil sobre o Arthur Ashe Stadium.

A estrutura tem o tamanho de 17 piscinas olímpicas, foi construída para fechar completamente em menos de sete minutos e custou US$ 150 milhões (cerca de R$ 490 milhões). De acordo com David Bewer, diretor do torneio, a intenção é que as partidas sejam disputadas ao ar livre o máximo possível, fazendo uso do teto apenas em caso de chuva mesmo — sem que seja acionado parcialmente para proteger o público do calor, por exemplo.

É por isso que haverá uma equipe trabalhando apenas em cima disso durante a competição. Dois meteorologistas da MeteoFrance Sport ficarão diariamente monitorando as condições do clima e mandarão atualizações a cada 30 minutos para Brian Earley, árbitro geral do US Open e que será sempre o responsável por decidir se o teto vai fechar ou não.

Quando isso acontecer, ele irá para a quadra e comunicará o procedimento aos tenistas que estiverem em ação na partida em questão. Neste momento, a decisão também será passada à central de controle, para que os responsáveis pelo fechamento do teto completem o procedimento.

Além disso, será acionado um sistema para que a temperatura e a umidade do ar sejam mantidas, como se o jogo tivesse continuado normalmente ao ar livre antes da chuva. A intenção é que o fechamento do estádio cause o mínimo de interferência possível nas condições da partida.

O teto retrátil da quadra principal não será o único atrativo a mais da edição de 2016 do US Open para os tenistas. Há também a premiação, que ganhou um aumento de 10% em relação ao último ano e distribuirá aos competidores um valor total de US$ 46,3 milhões (cerca de R$ 151 milhões).

Será o torneio mais lucrativo do circuito, superando a marca de Wimbledon, que distribuiu neste ano 28,1 milhões de libras (aproximadamente R$ 120 milhões) em premiações.

Para o ano que vem, a organização do US Open já anunciou que esse valor atingirá a marca de US$ 50 milhões, o que deverá colocar pressão nos outros Grand Slams para também pagarem mais aos competidores em suas próximas edições.

Fonte: ESPN