Família é encontrada morta em condomínio na Barra, no Rio


Quatro pessoas de uma família foram encontradas mortas por volta das 7h desta segunda-feira, (29), no Edifício Lagoa Azul, que fica no Condomínio Pedra de Itaúna, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Os corpos de duas crianças e do marido estavam na área da piscina do prédio e teriam caíram do 18º andar. O corpo da mulher foi encontrado na cama, dentro do apartamento.

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Mortes aconteceram do Edifício Lagoa Azul, no condomínio Pedra de Itaúna, na Barra da Tijuca (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Segundo vizinhos e o porteiro do prédio, o marido era Nabor Coutinho Oliveira Junior, 43 anos, a mulher Lais Khouri, 48 anos, e as crianças Arthur, 7 anos, e Henrique, 10 anos.

Em uma carta encontrada no apartamento, há relatos de desespero. Em um dos trechos está escrito: “Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força, por deixar todos na mão mas, melhor acabar com tudo logo e evitar o sofrimento de todos”. A carta foi encaminhada à perícia para confirmar se foi escrita por Nabor.

“Era uma família normal. Eram Crianças educadas que falavam conosco. Não escutei nenhum barulho. Quando cheguei já tinha acontecido. Eu estou chocado. As crianças gostavam de mim. Um deles eu conheci na barriga. Era uma família tranquila”, contou Wilton Santos, porteiro do prédio há 14 anos.

A família era caracterizada como tranquila por funcionários e moradores. A doméstica Lucina Salviano da Silva ouviu estampidos e o som da queda dos corpos.

“Eu acordei 6h20 para chamar o menino para a escola. Eu ouvi os barulhos, como se fosse de tiro, e chamei a minha patroa, disse que estava acontecendo alguma coisa. Olhei pela janela e vi o primeiro corpo. Eu a chamei e, quando olhei para baixo, vi os outros dois corpos”, contou Lucinda.

A família era caracterizada como tranquila por funcionários e moradores. A doméstica Lucina Salviano da Silva ouviu estampidos e o som da queda dos corpos.

Carta foi encontrada no apartamento da família (Foto: Reprodução)
Carta foi encontrada no apartamento da família (Foto: Reprodução)

“Eu acordei 6h20 para chamar o menino para a escola. Eu ouvi os barulhos, como se fosse de tiro, e chamei a minha patroa, disse que estava acontecendo alguma coisa. Olhei pela janela e vi o primeiro corpo. Eu a chamei e, quando olhei para baixo, vi os outros dois corpos”, contou Lucinda.

De acordo com Marcia Kandelman, patroa de Lucinda, a família era calma. “Conhecia de passar no prédio. Um casal super educado. Eles estudavam na mesma escola onde meus filhos estudavam”, conta Marcia.

De acordo com uma vizinha que mora na cobertura do prédio, ela estava em casa com o marido quando escutaram barulhos que pareciam de tiros e gritaria, por volta das 6h30. Ela relatou que a impressão é que as crianças foram jogadas vivas pela janela e a rede de proteção do apartamento estava rasgada. O prédio tem 23 andares.

Segundo um outro vizinho do condomínio, a família era bem estruturada e os meninos, Henrique e Arthur, estudavam na mesma escola que seus filhos, a Escola Parque, mas que não eram da mesma turma.

O corpo de Nabor Oliveira e dos dois filhos foi encontrado na área da piscina do prédio. Eles teriam caído do apartamento do 18º andar. (Foto: Reprodução / Facebook)
O corpo de Nabor Oliveira e dos dois filhos foi encontrado na área da piscina do prédio. Eles teriam caído do apartamento do 18º andar. (Foto: Reprodução / Facebook)

Foi uma tragédia. A gente ficou sabendo que ele teria perdido emprego recentemente e estaria desesperado. Mas por enquanto, tudo é especulação. É só tristeza”, disse o morador do condomínio.

Os Bombeiros foram acionados às 6h40, mas, ao chegarem no local, as vítimas já estavam mortas. Policiais Militares do 31º BPM também foram acionados para o local. Policiais da Divisão de Homicídios faziam a perícia no local, por volta das 8h30.

 

Fonte: G1