‘Metido a engraçadinho’, diz Kátia Abreu sobre Serra após polêmica no México


Kátia e Serra: desavença em dezembro ainda rende. Foto: Reprodução
Kátia e Serra: desavença em dezembro ainda rende. Foto: Reprodução

Ainda repercute o discurso de José Serra durante missão do Itamaraty no México, esta semana. Por lá, o ministro das Relações Exteriores declarou que a grande quantidade de mulheres no Senado local representaria um “perigo” aos políticos homens. Em tempo: aqui, no Brasil, menos de 20% das cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres.

Ainda repercute o discurso de José Serra durante missão do Itamaraty no México, esta semana. Por lá, o ministro das Relações Exteriores declarou que a grande quantidade de mulheres no Senado local representaria um “perigo” aos políticos homens. Em tempo: aqui, no Brasil, menos de 20% das cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres.

Ainda repercute o discurso de José Serra durante missão do Itamaraty no México, esta semana. Por lá, o ministro das Relações Exteriores declarou que a grande quantidade de mulheres no Senado local representaria um “perigo” aos políticos homens. Em tempo: aqui, no Brasil, menos de 20% das cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres.

Em visita ao México, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, fez uma declaração controversa ao abordar o grande número de mulheres senadoras por lá. À chanceler Claudia Ruiz Massieu, Serra alertou sobre o “perigo” que o alto número de parlamentares mexicanas pode oferecer aos políticos brasileiros.

Senadora lança indireta Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Foto: Reprodução do Twitter
Senadora lança indireta Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Foto: Reprodução do Twitter

“Devo dizer, cara ministra, que o México, para os políticos homens no Brasil, é um perigo porque descobri que aqui quase a metade dos senadores são mulheres”, “brincou” o ministro, segundo a agência de notícias “AFP”, provocando risadas nos presentes ao encontro entre os dois.

Serra ainda reafirmou o convite a Ruiz Massieu para sua presença no Rio de Janeiro durante a Olimpíada, mas pontuou: “Quero muito que você vá, mas será um perigo porque chamará a atenção para este assunto”, disse o ministro, se referindo à alta participação de mulheres na política mexicana e também reconhecendo que menos de 20% das cadeiras do Senado brasileiro são ocupados por mulheres.

Em dezembro, acusação de machismo atingiu Serra

Hoje senadora, em dezembro do ano passado, a então ministra da Agricultura Kátia Abreu acusou Serra de ter sido “infeliz e machista”, depois de ter jogado um copo com bebida no rosto do então senador, durante um jantar de confraternização na casa de Eunício Oliveira, do PMDB. Serra teria afirmado que Kátia era “namoradeira”.

“Reagi à altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão “namoradeira”. Foi infeliz, desrespeitoso, arrogante e machista. A reclamação de vários colegas senadores sobre suas piadas ofensivas são recorrentes”, disse Kátia à época.

Baixo número de mulheres no governo Temer foi alvo de críticas

Ministério de Michel Temer é formado somente por homens e brancos. Foto: Marcos Corrêa
Ministério de Michel Temer é formado somente por homens e brancos. Foto: Marcos Corrêa

Em maio, durante a formação ministerial do governo em exercício, Michel Temer foi criticado pela ausência de mulheres ocupando ministérios. Lembrando que o Brasil, por exemplo, nunca teve uma figura feminina à frente da pasta de Relações Exteriores, hoje ocupada por Serra.

À época, o ministro-chefe da Casa Civil recém-empossado, Eliseu Padilha, declarou que o governo Temer teria mulheres em secretarias e postos “com as mesmas atribuições” de ministérios. “Nós vamos sim trazer mulheres a participar do governo em postos que ontem eram ministérios, mas que hoje têm as mesmas atribuições, mas com nome diferente”, afirmou Padilha

De acordo com Padilha, a formação dos ministérios de Temer acompanhou as indicações de partidos que compõem a base do governo em exercício ainda justificou a ausência de mulheres por conta do “tempo reduzido” para a composição.

Até a última semana de Dilma Rousseff no poder, seu governo tinha seis mulheres em 32 ministérios: Eva Chiavon (Casa Civil), Kátia Abreu (Agricultura), Emília Maria Silva Ribeiro Curi (Ciência, Tecnologia e Inovação), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Inês Magalhães (Cidades) e Nilma Lino Gomes (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos).

O governo Temer foi o primeiro a anunciar uma base ministerial sem mulheres desde a gestão de Eernesto Geisel (1974-1979), durante a Ditadura Militar.

 Fonte: Extra